segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

OPERAÇÃO CASTELO DE AREIA UM CONTO DE CORRUPÇÃO



SÃO PAULO. O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta segunda-feira a abertura de investigação sobre 14 obras da Camargo Corrêa em cidades do país onde parlamentares e agentes públicos que supostamente receberiam propina da construtora. De acordo com operação Castelo de Areia , da Polícia Federal, a empresa direcionaria recursos a mais de 200 pessoas que teriam participado do esquema, segundo planilha encontrada na casa de um diretor da construtora. ( Leia mais: Temer classifica de apócrifo documento que mostra seu nome em suposta lista de doações da Camargo Corrêa )
Os procuradores encaminharam 18 representações a diferentes autoridades estaduais pedindo apuração. Do total de obras sob suspeita, nove delas têm contratos com a prefeitura de São Paulo ou com o governo paulista. Há também suspeitas de irregularidades em obras em Rio de Janeiro, Pará, Vitória e Fortaleza.
Os documentos levantam suspeitas da prática de corrupção ativa e passiva, crimes financeiros, além de atos de improbidade administrativa e eventuais ilícitos eleitorais
"As obras sob suspeita são mencionadas nas planilhas e documentos apreendidos pela Polícia Federal, em 5 de maio, na construtora e com diretores da empresa. Ao lado das menções às obras, são citados autoridades dos poderes Executivo e Legislativo. Os documentos levantam suspeitas da prática de corrupção ativa e passiva, crimes financeiros, além de atos de improbidade administrativa e eventuais ilícitos eleitorais", diz documento do MPF.
À Procuradoria Geral da República foi encaminhado o maior número de representações. Caberá ao órgão investigar denúncias de irregularidades nas obras da eclusa da hidrelétrica do Tucuruí (PA), aeroporto de Vitória (ES), a linha 4 do metrô de São Paulo, o rodoanel de São Paulo e a ponte Paulicéia. Já a Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo terá que apurar eventuais crimes em Paraisópolis, Jundiaí, Campinas, Jurubatuba, além da linha 4 do metrô na capital e uma liberação por parte do Conselho Municipal de Preservação e do Patrimônio Histórico Cultural Ambiental da cidade de São Paulo, que teria liberado obra de interesse da Camargo Corrêa.
Segundo documento do MPF, uma possível fraude na obra da hidrelétrico do Tucuruí envolveria um membro do Tribunal de Contas da União, e diretores do DNIT e da Eletronorte. Já o processo envolvendo o aeroporto de Vitória teria sido beneficiado por um senador do PSB, enquanto o metrô de Fortaleza pode ter contado com a ajuda de um deputado federal e de um senador do PCdoB. O MPF não divulgou os nomes dos supostos envolvidos, apenas suas credenciais.
Já na obra do metrô de São Paulo, segundo os procuradores, a construtora teria sido auxiliada por um deputado federal do PSDB, membros do Tribunal de Contas do estado e até uma candidata do PT a deputada estadual no Paraná. No rodoanel, por sua vez, um deputado federal do PR e um diretor do Dersa estariam envolvidos no esquema. Os nomes também são mantidos em sigilo.
Confira abaixo a lista das obras que podem ficar sob investigação:
Eclusa da Hidrelétrica do Tucuruí (PA) - com suposto envolvimento de membro do Tribunal de Contas da União, Diretor Geral do DNIT, Diretor Financeiro e Diretor de Engenharia e Planejamento da Eletronorte;
Aeroporto de Vitória - com suposto envolvimento de senador do PSB;
Metrô de Fortaleza - com suposto envolvimento de deputado federal e senador do PCdoB;
Metrô de São Paulo, Linha 4-Amarela - com o suposto envolvimento de deputado federal do PSDB, membros do Tribunal de Contas do Estado e uma candidata do PT a deputado estadual no Paraná;
Rodoanel - São Paulo com suposto envolvimento de deputado federal do PR e Diretor de Engenharia do Dersa;
Cesp - Ponte Paulicéia, com suposto envolvimento de deputado federal do PSDB e membro do PMDB;
Paraisópolis - com suposto envolvimento do Secretário de Habitação da Prefeitura de São Paulo;
Prefeitura de Jundiaí - com suposto envolvimento do Assessor Especial da Prefeitura de Jundiaí);
Senasa - Campinas - com suposto envolvimento do Secretário de Planejamento e do Diretor Técnico do Senasa;
Liberação pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural Ambiental da Cidade de São Paulo, Compresp, de uma obra de interesse da Camargo Correa - com suposto envolvimento do Secretário de Habitação de São Paulo e de membros e presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo;
Obra de Jurubatuba - com suposto envolvimento do Secretário de Infra-Estrutura Urbana e Obras da Prefeitura de São Paulo e do Secretário Geral do DEM;
Metrô de São Paulo - Linha 4 - Amarela e Rodoanel - com suposto envolvimento de auditor e conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo, membro(s) do Ministério Público do Estado e da Polícia Civil do Estado de São Paulo;
Obra de Estreitinho - com suposto envolvimento dos Diretores de Engenharia e Diretor de Construção de Furnas;
Metrô do Rio de Janeiro - com suposto envolvimento de secretário de estado do Rio de Janeiro;
BR-101 - DNIT - trecho ligando as capitais litorâneas entre RN e PE, com suposto envolvimento do Diretor de Infra-Estrutura Rodoviária do DNIT e Coordenador Geral de Construção Rodoviária do DNIT.
E AS OBRAS DA ALCANORTE NO RN  ?








Rio Grande do Norte, teria condições de produzir barrilha a preços competitivos, independente da cotação do dólar. A Alcanorte, fábrica cuja construção foi iniciada a cerca de 30 anos e nunca foi ativada, está localizada a 15 quilômetros das salinas de Macau, município responsável pela produção de 99% do sal brasileiro. O calcário pode ser encontrado no terreno da própria empresa e o gás natural está na cidade de Guamaré, a 40 quilômetros de Macau. a Alcanorte hoje é um grande cemitério que dá dor de ver. São pilares, peças de concreto, tubulações e equipamentos que seriam a fábrica que daria a auto-suficiência de barrilha ao país.
Diversos Recursos do BNDES desviados pelo Ralo da corrupção, um verdadeiro crime com o Dinheiro Público do Brasil.
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