terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
MARCINHAS DO CARNAVAL DOS CORRUPTOS
Carnaval dos corruptos
(parodias de marchas de carnaval)
(parodias de marchas de carnaval)
(A Verba do Válerio)
Olha a Verba do válerio
Será que dele é
Será que dele é
Será que dele é
Será que dele é
Será que ele é coloca na sacola
Será que ele coloca na meia
Parece que é mensaleiro
Mas isso eu sei que ele é
Será que ele coloca na meia
Parece que é mensaleiro
Mas isso eu sei que ele é
Corta a verba dele!
Corta a verba dele!
Corta a verba dele!
(A DILMA VEM AÍ)
Ai,Ai
A Dilma vem aí,
E ela não vem sozinha,
Vem na turma do pt.
E ela não vem sozinha,
Vem na turma do pt.
Mentir, falsifica, e sequestra
Tudo Numa hora só,
Vem enganando todo mundo,
da criança a vovó.
Tudo Numa hora só,
Vem enganando todo mundo,
da criança a vovó.
(SACA SACA CARTÃO CORPORATIVO)
As águas vão rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo mão no saca cartão
e gasto para os ótarios pagar
Deixa as águas rolar
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Eu passo mão no saca cartão
e gasto para os ótarios pagar
Deixa as águas rolar
Se a polícia por isso me prender
Mas na última hora o STF me soltar
Eu pego o saca Cartão
Ninguém me agarra ninguém me agarra
Mas na última hora o STF me soltar
Eu pego o saca Cartão
Ninguém me agarra ninguém me agarra
(Allah-há ô)
Corrupto eu sou ô ô ô
Sou tão eficiente
Que roubo na tua cara
Minha conta corrente
Cresce tanto,
Ela dispara...
(Me dá um dinheiro aí)
To mas e daí
Que eu to na CPI
que eu to na CPI
Vou faturar com mensalão
Vou guardar dólar
Corrupto eu sou ô ô ô
Sou tão eficiente
Que roubo na tua cara
Minha conta corrente
Cresce tanto,
Ela dispara...
(Me dá um dinheiro aí)
To mas e daí
Que eu to na CPI
que eu to na CPI
Vou faturar com mensalão
Vou guardar dólar
Dentro do cuecão
Se bobear a previdência
Eu vou falir
Não ligo
Não me importo
com a tal da CPI
com a tal da CPI
(Mamãe eu quero)
mamãe eu quero
mamão eu quero
eu quero roubar
fazer mutreta
fazer mutreta
o povo eu vou enganar
quando eu ganhar
a próxima eleição
eu vou faturar
graças a corrupção
eu vou viajar as custas do Brasil
e que todo pobre
vá pra Pu piiiii que pariu
(Marcha do remador)
Se teu carro não enguiçar
Você chega lá
Empurra,empurra professor
Burro foi você que estudou
Não viu que é melhor ser big vigarista
Ter carro de luxo e motorista...
(Índio quer apito)
Ê ê ê ê
Você hoje me elege
Amanhã vou te fu piiiii ...
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
JUSTIÇA QUAL O SEU PREÇO ?
No Brasil, existe a “Justiça” e a Justiça. Existe o poder e tudo o que está implícito quando ele é invocado. Pode soar como coletivo majestático ou pejorativo.
A Justiça sem aspas é igual para todos. Com aspas, vê mais igualdade em alguns do que em outros. Sem aspas, A Justiça é cega. Com aspas, exibe um olfato invejável.
A Justiça sem aspas assegura direitos iguais para todos. Com aspas, impõem mais deveres a alguns do que aos outros. Sem aspas a Justiça busca o restabelecimento da verdade. Com aspas, empresta legalidade à mentira.
Nos últimos anos, ao mesmo tempo em que a Justiça tornou-se mais acessível, a “Justiça” foi virando algo vago, impalpável.
Hoje, a Justiça é busca da justa reparação, mas a “Justiça” também é encontro com injustiças irreparáveis.
A Justiça é perspectiva de punição, mas a “Justiça” também é solidificação da impunidade.
A Justiça é a que tarda, mas não falha, mas a “Justiça” também é aquela que não chega e deixa prescrever.
A Justiça é justiça extrema, mas a “Justiça” também é extrema injustiça.
Sabe-se que, no Brasil, o defensor dos direitos humanos é um reacionário que ainda não foi assaltado. Sabe-se que o político progressista é um conservador que ainda não chegou ao poder.
Pois descobre-se agora que o juiz, o desembargador e o ministro do tribunal superior pode ser o incorruptível que ainda não foi submetido à sedução de um bicheiro ou ao flerte de um bingueiro.
Súbito, a Justiça vê-se compelida a expedir mandados de prisão para recolher a “Justiça” ao xilindró. A Justiça concede autorização para que os telefones da “Justiça” sejam grampeados.
A Justiça ordena à polícia que faça operações de busca e apreensão nos gabinetes e nas casas da “Justiça.” A Justiça bloqueia os bens da “Justiça”.
Quem observa a cena à distância fica confuso. A perspectiva de uma definição desse emaranhado que se convencionou chamar de Justiça –ou de “Justiça”— é cada vez mais remota.
Chegou-se a um ponto sem volta. Ou a Justiça acaba com as aspas, punindo exemplarmente eventuais malfeitores da “Justiça”, ou as aspas acabarão com o que resta dela.
A Justiça sem aspas assegura direitos iguais para todos. Com aspas, impõem mais deveres a alguns do que aos outros. Sem aspas a Justiça busca o restabelecimento da verdade. Com aspas, empresta legalidade à mentira.
Nos últimos anos, ao mesmo tempo em que a Justiça tornou-se mais acessível, a “Justiça” foi virando algo vago, impalpável.
Hoje, a Justiça é busca da justa reparação, mas a “Justiça” também é encontro com injustiças irreparáveis.
A Justiça é perspectiva de punição, mas a “Justiça” também é solidificação da impunidade.
A Justiça é a que tarda, mas não falha, mas a “Justiça” também é aquela que não chega e deixa prescrever.
A Justiça é justiça extrema, mas a “Justiça” também é extrema injustiça.
Sabe-se que, no Brasil, o defensor dos direitos humanos é um reacionário que ainda não foi assaltado. Sabe-se que o político progressista é um conservador que ainda não chegou ao poder.
Pois descobre-se agora que o juiz, o desembargador e o ministro do tribunal superior pode ser o incorruptível que ainda não foi submetido à sedução de um bicheiro ou ao flerte de um bingueiro.
Súbito, a Justiça vê-se compelida a expedir mandados de prisão para recolher a “Justiça” ao xilindró. A Justiça concede autorização para que os telefones da “Justiça” sejam grampeados.
A Justiça ordena à polícia que faça operações de busca e apreensão nos gabinetes e nas casas da “Justiça.” A Justiça bloqueia os bens da “Justiça”.
Quem observa a cena à distância fica confuso. A perspectiva de uma definição desse emaranhado que se convencionou chamar de Justiça –ou de “Justiça”— é cada vez mais remota.
Chegou-se a um ponto sem volta. Ou a Justiça acaba com as aspas, punindo exemplarmente eventuais malfeitores da “Justiça”, ou as aspas acabarão com o que resta dela.
Por Josias de Souza, http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/
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