segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MÃE PAULISTANA O BRASIL PODE MAIS


o programa mãe paulistana foi implantado em 2006, no Dia Internacional da Mulher, e desde então tem permitido que os serviços públicos de saúde monitorem a situação das gestantes. já foram distribuídos 429 mil enxovais.
Há quatro anos a situação das mulheres gestantes em São Paulo é monitorada pelos serviços públicos de saúde, permitindo até mesmo prever quantos partos serão feitos em cada região da Cidade. Isso foi possível graças à criação do programa Rede de Proteção à Mãe Paulistana, implantado em 2006 no dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher.
De lá para para cá, a saúde da mulher passou a ser controlada, principalmente no período gestacional, bem como a dos bebês nascidos nas maternidades paulistanas. As mulheres agora se cuidam mais durante a gestação. Quando o programa foi implantado, menos de 10% das gestantes voltavam ao médico após dar à luz. Hoje, todas que realizam testes de gravidez nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são inscritas para fazer pré-natal, exames laboratoriais e ultra-som. E 75% das mães retornam à consulta, o que facilita a prevenção de complicações pós-parto, que podem levar à morte.
Em São Paulo são feitos, todo mês, aproximadamente 10 mil partos. São mais de 60 mil exames laboratoriais e 10 mil ultra-sonografias. “O monitoramento foi o grande avanço que permitiu melhorar o atendimento de saúde em São Paulo. Para a mulher, significa tranqüilidade de saber que tem hospital, exames e assistência garantidos antes, durante e depois do parto”, considera Maria Aparecida Orsini, coordenadora-geral da Rede de Proteção à Mãe Paulistana.
Saúde do bebê
O kit contém uma bolsa grande impermeável, com 16 itens que toda mãe precisa durante os primeiros meses de vida do bebê: cobertor, manta, diversos conjuntos de roupas e meias, totalmente gratuitos.
Ela destaca também os cuidados com a saúde do bebê durante o primeiro ano de vida, o que auxilia na prevenção de doenças. A Rede de Proteção à Mãe Paulistana oferece nas UBSs o pré-natal, com consultas mensais com o obstetra, exames de laboratório e ultra-som. Para que as futuras mamães não faltem às consultas, é oferecido o bilhete de transporte gratuito. As mães são orientadas a visitar as maternidades, onde se cadastram com a previsão de data para o parto, recebem o enxoval ainda na maternidade, logo após o nascimento do bebê, e têm garantidas, ainda, as consultas com o pediatra durante o período de um ano. Até agora, foram distribuídos mais de 877 mil bilhetes de transporte gratuito.
Hoje, as mulheres que se inscrevem na Rede de Proteção à Mãe Paulistana realizam, em média, sete consultas durante a gravidez. E 80% das mães levam seus filhos para a primeira consulta com o pediatra. “A Rede de Proteção à Mãe Paulistana é o carro-chefe da nossa administração para o trabalho de valorização da condição feminina em todos os sentidos. Em relação a ele, até já cumprimos a meta de ampliar o número de consultas de pré-natal, que colocamos na Agenda 2012. A mulher tem uma atenção muito especial desta administração porque ela é a base da formação da família e da educação dos filhos. E ainda dá enorme contribuição com sua força de trabalho para a construção de uma cidade melhor”, ressalta o prefeito de São Paulo.
Estima-se que no período de quatro anos aproximadamente 50 mil mulheres enfrentariam dificuldades para dar à luz em São Paulo se não houvesse a previsão da central reguladora da Rede de Proteção à Mãe Paulistana para a realização dos partos.
Linha direta
A informação é o diferencial que possibilita à Rede de Proteção à Mãe Paulistana estabelecer uma linha de comunicação entre as mães e os serviços de saúde e, conseqüentemente, adequar o atendimento às necessidades das usuárias. Hoje, o perfil da mãe paulistana é conhecido dos responsáveis pelo programa a partir das entrevistas, feitas no momento que a paciente recebe alta da maternidade. Sabe-se, a partir desses dados, que 5% das gestantes atendidas nas maternidades são de outras cidades e 76% das mães são solteiras oficialmente.
As entrevistas são feitas por 44 orientadoras. Além de avaliar o serviço, as mães fornecem informações que possibilitam a ampliação do atendimento. Assim ocorre com as orientações que recebem sobre os cuidados com o bebê, controle de natalidade e prevenção de doenças. Agora, serão distribuídos informativos com orientações não apenas sobre questões de saúde, mas também sobre como evitar a exposição dos bebês às situações de violência e a importância do carinho na criação dos filhos.
Loreni de Fátima Bonatto, de 32 anos, está feliz com a gravidez. Aos sete meses, espera ansiosa pela chegada de João Pedro. Mas não esteve assim quando viu o exame. A tranqüilidade de hoje é, segundo ela, resultado do acolhimento e das orientações que recebeu na UBS Santa Terezinha, na região do Aricanduva. “Eu descobri aqui na UBS que estava grávida. Entrei em depressão por causa da idade. Se não fosse o apoio do pessoal da UBS eu nem sei o que seria. Recebi muita orientação e agora estou curtindo muito este momento”.
Inscrita na Rede de Proteção à Mãe Paulistana assim que foi identificada a gravidez, Loreni faz todas as consultas de pré-natal e participa ainda dos encontros mensais realizados na UBS para as gestantes. Fazem parte das reuniões atividades de contação de histórias e aulas sobre cuidados durante a gestação e com o bebê. “Com as histórias, fico mais relaxada, ouço as experiências como lição de vida e isso estimula a enfrentar os problemas com mais calma. Do meu primeiro filho, fiz tudo errado, não fiz o pré-natal direito e nem soube amamentar. Hoje, eu tenho certeza de que vai ser totalmente diferente. Estou bem preparada”, conta.
Cidadania
Com o acompanhamento dos profissionais, as dúvidas das gestantes são esclarecidas, o que facilita os cuidados com a saúde, além de deixá-las mais tranqüilas no período da gestação. Elas também recebem informações sobre cidadania, como a importância de registrar os filhos. Segundo dados estatísticos, apenas 51% dos nascimentos em São Paulo são registrados nas maternidades. “Isso pode ser decorrência da falta de informação das mães e também da condição civil delas”, aponta Maria Aparecida Orsini. Ela diz que muitas mães solteiras, ainda que vivam com seus companheiros, desconhecem os direitos ou se intimidam para declarar a paternidade, o que dificulta o registro do nascimento dos filhos.
A Rede de Proteção à Mãe Paulistana começou a funcionar no Hospital de Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte, no Centro de Regulação Obstétrica e Neonatal. Ali é a central de dados que possibilita o monitoramento das gestantes. A regulação é feita com informatização e pessoal especializado. Entre as situações monitoradas é possível identificar a disponibilidade de leitos e os locais onde as gestantes podem ser atendidas.

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