terça-feira, 31 de março de 2009

GOVERNO LULA CONTRA O TABAGISMO PARABÉNS

É com um aumento linear de 23,5% nas seis faixas de tributação existentes sobre o cigarro que o governo federal quer compensar a perda de R$ 1,5 bilhão em isenções dadas em outros setores. Com isso, o valor do imposto por maço irá variar de R$ 0,764 a R$ 1,397.Ao colocar na conta dos fumantes a perda de arrecadação causada pela redução de impostos de outros setores, o governo calcula que o preço final do cigarro encareça entre 25% e 30% para o consumidor final.– O aumento do preço vai depender de cada cigarro. Os mais baratos devem ter um preço em média 20% maior, e os mais caros de aproximadamente 25% – estimou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicando que assim o Brasil segue o caminho feito em outros países para desestimular o consumo de cigarros. As empresas do setor ainda não fazem projeções. A Philip Morris diz que ainda deve aguardar pela publicação da medida no Diário Oficial para avaliar o tamanho do reajuste e em quanto tempo os novos valores serão cobrados dos consumidores.De acordo com o diretor de Assuntos Corporativos da Souza Cruz, Fernando Pinheiro, os consumidores passarão a adquirir produtos do mercado informal. Segundo Romeu Schneider, da Afubra, quase 85% do fumo brasileiro vai para a exportação, O diretor-secretário da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) acredita que o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados dos cigarros não vai reduzir o número de fumantes no país. De acordo com Romeu Schneider, a maior tributação deve fazer com que os consumidores comprem produtos com preços mais baixos ou até contrabandeados. Segundo a Afubra, a maior consequencia será sentida na indústria, e não no setor de produção, já que quase 85% do fumo brasileiro vai para a exportação.

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